Por / 19th novembro, 2020 / Gastronomia / Nenhum comentário

Nos invernos dos Natais franceses, os camponeses, em nome dos deuses, queimavam um tronco de árvore frutífera na lareira de suas casas. Este tronco deveria ser consumido bem devagar, durante o tempo ideal de 12 dias. Desta forma, no ano seguinte a família seria abençoada com uma boa colheita.

A Bûche de Noël em Amadamata

Durante a queima o tronco era umidificado com vinho, oferecendo álcool aos deuses, para garantir grandes estoques de vinho. No fim do ritual, o membro mais velho da família jogava um pouco de sal no fogo com o objetivo de afastar todo o mal.

Na noite de Natal, todos se reuniam para o jantar em torno desta lareira. Após a refeição, as crianças se isolavam para um momento de oração e para pedir os presentes, e, quando voltavam para à lareira encontravam doces em volta do tronco.

Por muito tempo, o tronco foi símbolo do calor, do conforto familiar e da esperança de um bom ano novo, que estava prestes a iniciar. Suas cinzas eram espalhadas pela casa para garantir a proteção de toda a família, guardadas e utilizadas como proteção contra alguns males, incluindo doenças.

Com o tempo, novas formas de aquecimento chegaram e as lareiras foram aos poucos desaparecendo. O ritual do fogo foi sendo esquecido e outro ritual mais doce foi se tornando prioridade na vida dos franceses. O tronco feito com massa de bolo e coberto por creme de chocolate: a Bûche de Noël.

Em Amadamata, neste próximo revèllion uma de nossas iguarias para a ceia será a Bûche de Noël.

A nossa tradicional fogueira de fim de ano, fará parte do ritual para recebermos com muita alegria e esperança 2021.


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